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SE ÉS CAPAZ...
Se és capaz, em
algum instante de tua vida...
que do espermatozóide
de teu pai e do óvulo de tua mãe
te vejas ovo oriundo
que és tu agora e está no mundo...
verás que dos que vêm
de ti, dos teus ancestrais
e de todos que os
geraram, é esta a lida.
Verás também pela
história, que de ti e deles todos, é esta, a “glória”.
A produção estranha
desta estranha raça
que prolifera à
imagem e semelhança do éter fecundo,
tendo no cheiro do
mais fino aroma ao fedor mais imundo
e embutida nela, a
“divina” origem em qualquer desgraça!
Se és capaz, em
algum instante de tua vida...
que assim te vejas,
nascido ou nascida e então “homem” ou “mulher”
e ainda que, se
alguma aberração te é aferida
e traz a ti ou ao teu
sexo dúvida qualquer
seja em tua física
anatomia, seja em tua mental anomia
e ainda assim te
vejas preso ou presa a todo este embaraço...
se de fato és capaz,
verás de fato o que tu és! - que é... o que estás! -
Esta estranha porção
de espaço!
Se és capaz, em algum
instante de tua vida...
de ver-te ainda
máquina criança com a placa mãe trazida
(por vêzes os
circuitos já comprometidos)
pra operar de
imediato os atávicos programas doutrinários
com os viciados vídeo
e audio embutidos, cada um no seu espaço...
verás que o teu
processador na caixa craniana,
se mal ou bem
refrigerado, processa ainda que só em rugidos,
os teus primeiros
“passo a passo”. E é dali que vês como chegaste aqui.
Se a cada passo tu és
o que está passando... ou se...
a cada passo és
o que tropeça em passo alheio ou no próprio passo!
E num instante, à
feição do insight... os programas! - TODOS ! -
Do mais “heavy” ao
mais “light”! Dos mais “magros” aos mais “gordos”!
E o teu processador
já “processado”, processará “ iluminado ”...
a tua
LEITURA!... lida nas tuas memórias RAM e ROM!
Dos teus maus
programas até aquele teu programa bom...
que é o de ver-te
capaz desta proeza, no SINGULAR algum instante de tua vida!
E passarão... o teu
instinto e sensação! Teu sentimento e emoção!
Tua familia...
passará! Os teus parentes, amigos e conhecidos... passarão!
Tuas atividades...
teus negócios... profissão... a tua fé e as tuas crenças...
a tua filosofia e
religião... as artes, as ciências e as letras... passarão!
O tudo e o nada... o
sempre e o nunca! E passará... a tua frustração!
Te passarão... o
cosmo... a cosmologia... a cosmogonia...
E passará vagando...
perdida no espaço... a teologia (?!)... e a tua ilusão!
Se de fato és
capaz... e isto te ocorrer...
verás então meu filho
ou filha, que não se é homem ou mulher,
mas apenas movimento
infinitésimo
assim como qualquer
infinitésimo movimento desta imensa imensidão!
EU NÃO DIRIA!
Um dia, alguém
morreu.
Eu não diria se homem
ou mulher
pois cada um se
“veste” como quer.
Eu não diria se velho
ou criança
pois a criança pode
estar desiludida
e o velho ser a
esperança.
Eu não diria se “gay”
ou “sad”
já que essa “alegria”
ou “tristeza” não se mede.
Nem se travestí ou
transformista
já que “a coisa” não
está à vista
e nem se hermafrodita
já que primeiro há
que saber qual é a cuja dita.
Eu não diria se
andrógeno
se assim eu revelasse
o 'da Vinci' do Leonardo.
E eu não diria,
fosse o que morreu
um branco (azêdo?) ou
preto/escurinho/negro,
amarelo, vermelho,
mulato ou um pardo.
E quem morreu,
tivesse ou não sido um pedófilo
também eu não diria
nem se era paisano ou
fardado
ou mesmo um
profissional de igreja
fosse de paróquia,
templo ou qualquer que seja
ou apenas um simples
admirador do diabo.
Também eu não diria
se era ou não batizado
fosse na pia ou nas
águas
ou se, como
circuncidado o que morreu olhasse “aquilo”
e lhe viessem mágoas.
Se era espírita
também eu não diria
nem se era de umbanda
ou candomblé.
E não diria, se por
outra seita
sobre a brasa andava
e descalço o pé.
Ou se era um
kardecista, tal como o Allan Kardec
que acreditava no
espírito incorporado
só após a
“entrevista”.
Eu não diria, fosse a
sua cultura
aquela do oriente que
é de fato oriental
podendo o que morreu
ser hinduísta ou budista
ou mesmo um
krishnamurtista
ou se morreu
apenasmente um intelectual estúpido
ou simplesmente um
estúpido intelectual.
Ou se quem fosse,
fosse como um tal de Lula
(cujo remédio é
diferente e não se lê a letrinha da bula)
assim mesmo eu não
diria.
Se quem morreu,
morreu tísico, fosse do ensino um físico
ou do Nada um metafísico,
também eu não diria.
Enfim, podia
profissão ter qualquer uma
fosse a de dentista
ainda que banguelo
ou fosse um
correntista, fosse do que fosse e eu não diria
mesmo que fosse de
corrente de um só elo.
Ou também que fosse
um trapezista, ou nazista
ou qualquer judeu,
fosse ele o do piano ou o do violoncelo.
Não diria ainda mais,
se teve mãe ou pai
(se não é deles que
estou tratando), ainda que o que morreu
pudesse ser também um
pai ou mãe qualquer
mesmo se mãe homem ou
se pai, mulher.
E se o que morreu
fosse um poeta...
principalmente este
eu não diria!
Ou teria que dizer
que foi pateta!
Enfim... quem morreu,
eu não diria!
Pois que... se quem
morreu, tudo isso que foi dito inda levasse
seja pro céu,
inferno, limbo ou purgatório
ou pra terra
prometida...
ou ainda, se
explodido às santidades
tivesse que levar
“aquilo” em mil pedaços já colados com Viagra
e junto às mil
virgens ter que explodir mil virgindades...
ou que fosse pro
“astral”... enfim... vejam vocês!!!
FENOMENALLLLLLL !!!
Ainda que um problema
dos diabos! Ou dos anjos ?!
Ou mesmo quem
sabe?... dos querubins e dos arcanjos ?!
O Ivan em 1957,
quando já começavam
a surgir estas
questões.
____________________________________
A VIDA ENSINA
Sim. A vida
ensina.
? Mas... o
que é a vida que ensina
senão o próprio
ensinamento que ela é.
? Mas... o
que é o ensinamento que vive
senão a própria
vida que ele é.
? E o que sou eu,
senão a vida
que me ensina o que
estou.
? E o que estou eu,
senão o ensino
que me vive como
sou.
VIDA! Isso
que eu disse, eu sei - pois que senti !
quando TU
mesma - isso que foi dito -
a mim, TU o
disseste !
E isso, eu
dizendo agora... apenas repeti !
Obrigado VIDA
! Isso... foi CONTIGO (em mim)
que aprendi !
O QUE VOS TRAGO...
Vou ...
e são os mesmos os meus passos.
Percorro ...
e são os mesmos os meus espaços.
E quando chego ...
são os mesmos os laços
que me amarram ao
que vou
e ao que percorro
para estender meus
braços.
É quando rogo
- em abraços.
Perdoem-me
amigos
se outra vez o que
vos trago
são os mesmos meus cansaços.
A PALAVRA QUE
FALTAVA
Era um pensador... e
poeta.
Um poeta pensador.
E pensava... qual
palavra de seu verso
seria também seu
anverso
sem lhe mudar a cor.
E pensava... se
branco negro não é
nem se prazer é
dor...
se ódio não é palavra
que também seja
amor...
E pensava... qual
palavra reuniria
numa só, verdade e
mentira
e falso com
verdadeiro
podendo mesmo
expressar numa só,
rico e pobre... os
dois sem dinheiro?
E pensava...
E pensava...
Pois bem, de tanto
pensar... não pensou!
E foi assim, no
SILÊNCIO...
que seu pensamento
calou!
Já não haviam "ruídos"
que lhe impedissem os
"ouvidos"
de ouvir, de todas...
UM som!
E a palavra que
faltava...
do seu verso era a
única, que não cabia anverso.
Ela era o
UNI-VERSO que ele então recebera...
o DOM!
A PLENITUDE E A
SOLIDÃO
A
Plenitude... em qualquer lugar
de todos os
lugares
total e absoluta
plenamente
solidária à solidão
contida em todo lugar do pleno ventre
como irmã!
A Solidão... em qualquer lugar
de todos os lugares
da Plenitude
plenamente solitária
mas também, como a Plenitude
plenamente
solidária a Ela
como
uma plenitude anã!
FICHA SUJA!
Não é que isso me
importe
pois sou político
"frio"!
Não me intimido,
sou forte.
E de dinheiro...
sadio!
Embaralho o meu
"baralho"
e preencho o meu
vazio!
Se a minha voz não
é baixa
é porque ganho no
"grito"!
Sou orgulhoso e
altivo!
Sem medo de
espelho, me fito!
Não sou burro
inteligente
nem
inteligentemente burro.
Sou muito mais do
que isso
se com a
"barriga" eu empurro!
Sou importante e
famoso!
Isto afirmo e não
duvido!
É disto que tiro o
meu gozo!
Não me faço
apagado!
Dou-me luz! Sou
colorido!
E não me
desacreditem!
Pois que, eu mesmo
me creio!
Não digo que vou embora
pois aqui está meu
"veio"!
Mas posso ir mundo
afora.
Voar não me custa
nada!
Não me falta nada à
mesa!
Eu faço a minha
"jantada"!
E se eu não temo
nada
é que na
"justiça" eu creio!
Pode até que eu me
fantasie
sendo varinha de
fada
que enche o meu
"recheio"!
Sou apenas ficha
suja.
duas pequenas
palavras
com o sentido que
alguém dê.
Por tudo isso
repito:
Não é que isso me
importe
pois que, para a
minha sorte...
o babaca... é VOCÊ!
Sou apenas ficha
suja!
Não tenho medo e
não nego
pois sou aquele que
vê!...
Você!... eleitor
cego!

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